faz-se inverno (frio) e seus
olhos continuam imensidão
quantos nós há nos seus olhos!
um país, uns vinte continentes
faz-se frio e surge tua cabana
aparece como copeques em rua cheia
como no mercado de feno,
tomamos doses de lua
faz-se, surge quando
a vida está na melhor parte
ao meio dia do destino em
pleno sol da meia noite e
faz-se branca, a noite
quando as pontes levantam,
e ficamos distantes
paralelos
e, como faz-se o cobre
bronze, aos olhos do poeta
o cavaleiro que guarda o rio
nos fazemos, (um ao outro)
espantados
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Lenço
o teu lenço. vejo
teu pecoço tampado e
desejo toca-lo não
para dizer
é meu
O teu lenco e céus
teu lenço tá
aí e ainda assim
só eu vou dizer?
o teu lenço e
o vento passa
tremulante
nos cabelos
fazendo num segundo
um vento e mil fitas
Tua lança,
escudo espada:
os olhos indo pra cima
o nariz
arrebitado e eu penso
se te puxo ou te amo
sábado, 19 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Barco
Ao tato de um
tal em papo de dois
aprendi a dar-me inteiro
Sempre
salto ávido (convite)
com os olhos, salto
nunca profundo
Solto
se parnasiano
erro meus dias
em esmo
Agarro
ao toque do sino
ouço o rangido (atino)
é o cabo d’âncora
Sorte
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Condimentos da Bruxa Má
Uma pitada de sal nos olhos,
para chorarmos no futuro
todo aquele gás hilariante
Uma patada na arrogância
coice do asno
astuto e asmático
Uma picada no cupido
flechada insecta
soro antiofídico
E ao meu coração
algum decoro
de corpo cansado
para chorarmos no futuro
todo aquele gás hilariante
Uma patada na arrogância
coice do asno
astuto e asmático
Uma picada no cupido
flechada insecta
soro antiofídico
E ao meu coração
algum decoro
de corpo cansado
quinta-feira, 13 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Se um dia você acordar na linha W...
Há em Astoria
um chinês que aos sábados,
quando vou à lavanderia
rí de tudo que faço
Há em Astoria
um mercado de esquina
com mais azeitonas e burcas
que etiquetas no trans-fat
Há em Astoria (bem cedinho)
um vento que de tão gelado
quando abro a porta sussurra:
Você precisa de luvas.
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